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depA . Pita

Monte dos Judeus – Pedestrian Walkways . Porto

depA . Pita . Monte dos Judeus - Pedestrian Walkways . Porto José Campos afasia (5)

depA Architects . Pablo Pita . photos: © José Campos

The new “mechanised pedestrian walkways” strategically seek to encourage an idea of urban interconnectivity, translated into a circular pedestrian course on a wide scale, connecting the upper town to the riverside and back. At the upper city level the circulation is historically consolidated, seeking now to connect the Palácio de Cristal hill through Miragaia to the Virtudes hill. Architectonic pieces will draw “mechanised transpositions” and work as “urban staples” on each strategic point to close the circle.

 

Thus, at Miragaia the old stone stairway on the hill was deeply worked out to include three sets of escalators. The project is widly supported by an existent structuring wall (in fact, an old wall that already can be seen in a topographic blueprint dated from late XIX century), that splits the new mechanical staircase in three non axial sections avoiding a linear “wound” on the historic fabric. This also allows a more organic and fluid inclusion of the new elements and enhances its interconnections with the surroudings.

Looking to deal with the history of the city and its environment and materiality, the intervention draws a symbiosis and continuity with the existing heritage and identity, without, however, failing to assume the new elements as the marking of a new time of intervention (here, the new sharp edge stones and the bush-hammered concrete walls play a crucial role). The existent staircase was kept original, and is now tracked by flowerbeds in the mid plateaus that sprinkle the long climb up.
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Architecture: depA Architects + Pablo Pita
MEP: Edgar Brito, CPX , Alexandra Vicente, MSE Landscape: Hugo Carneiro
Graphic Design: OKPA Studio Commission: Porto City Council Photography: José Campos

 

A estratégia dos novos “percursos pedonais mecanizados” procura reforçar a interligação urbana pedestre, traduzida num percurso circular de larga escala que liga a parte alta da cidade ao rio e vice-versa. Na cota alta da cidade a circulação está historicamente consolidada, procurando-se agora ligar a encosta do Palácio de Cristal até Miragaia e, finalmente, daí até ao morro das Virtudes.

Para tal, elementos arquitectónicos desenham “transposições mecanizadas” e funcionam como um grampo urbano em pontos estratégicos, fechando o percurso circular que é criado.

Assim, a velha escadaria que percorre a escarpa de Miragaia foi profundamente trabalhada para integrar três conjuntos de escadas mecanizadas. O projecto estrutura-se a partir de um grande muro existente de pedra (que era já visível na planta topográfica da cidade do século XIX), que divide a nova escadaria mecanizada em três secções não axiais, evitando um grande rasgo linear na malha histórica. Esta estratégia de desencontro entre os vários tramos permite também uma fusão mais orgânica e fluída dos novos elementos com a sua envolvente.

Procurando lidar com a história da cidade, o seu ambiente e a sua materialidade, a intervenção desenha-se em simbiose e continuidade com essa identidade, sem deixar de assumir os novos elementos enquanto marcos do novo tempo de intervenção: aqui as novas pedras de aresta viva e as paredes de betão bujardado colorido são essenciais – ligam-se materialmente aos espaços e elementos pré- existentes e assumem-se simultaneamente contemporâneos. A escadaria existente foi conservada conforme o original e é agora pontuada por pequenos espaços ajardinados ao longo da subida.