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SER-ra

Casa da Vinha . Colares

SER-ra . Casa da Vinha . Colares afasia e montenegro (1)

SER-ra . photos: © emontenegro / architectural photography

This project consists in an interior renovation of an ancillary dwelling at Quinta da Pedra Firme, in Colares, Sintra.
A first visit showed a rather old interior space, with a low ceiling height and small-sized rooms, as well as signs of previous conversions that, throughout the years, have erased the identity of the house.

 

The exterior was preserved, in line with the surrounding buildings’ aesthetic. With this in mind, the external walls and roof were used as a ‘shell’ and became the starting point of this renovation, forming the limits of the interior space without touching it.
The splitting of the two floors was recreated with a wooden mezzanine which, without touching the exterior façade, distributes the ceiling height of the ground and first floors in a more balanced manner. This strategy  allows light to enter the space through different points, therefore enriching it.
The ground floor consists of a sociable open space, containing the living room and kitchen, and making contact with the exterior through multiple openings. The first floor, of a more private character and consequently with less lighting and contact with the exterior, contains the bedroom and the bathroom, the only enclosed room in the house.
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NAME OF THE PROJECT: Vineyard House, Colares
NAME OF THE OFFICE: SER-ra
OFFICE DESCRIPTION: Architecture studio based in Sintra, Portugal. SER = To Be; Existence / ra = Rethink Architecture
AUTHOR: Gonçalo Moleiro / João Bilbao
TEAM: Gonçalo Moleiro / João Bilbao / Rita Chaves
LOCALIZATION: Sintra, Portugal
YEAR: 2019
BUILT AREA: 60 m2
PHOTOGRAPHY: emontenegro / architectural photography

 

O presente projecto consiste na recuperação do interior de uma casa de apoio à Quinta da Pedra Firme, em Colares, Sintra.

A primeira visita revelou um espaço interior devoluto, de pé direito baixo e com divisões de dimensão reduzida, apresentando ainda sinais de modificações que, ao longo dos anos, apagaram a identidade da casa.
O exterior, enquadrado na estética das edificações circundantes, foi mantido. Neste sentido, paredes exteriores e telhado serviram de “casca” e constituíram o ponto de partida da intervenção, recebendo um interior ao qual servem de limite sem, no entanto, lhe tocar. 
A divisão entre os dois pisos foi recriada através de uma mezanine em madeira que, sem tocar na fachada exterior, distribui o pé direito dos pisos 0 e 1 de um modo mais equilibrado. Esta acção descola a laje dos vãos, permitindo que a luz invada o espaço através de diversos pontos, enriquecendo-o. 
O primeiro piso constitui um open space de cariz social, contendo sala e cozinha e contactando com o exterior através de diversas aberturas. No piso 1, de carácter privado e, por consequência, de menor luminosidade e contacto com o exterior, encontram-se o quarto e a casa de banho, que constitui o único volume fechado da casa.