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Pedro Miguel Santos

Serralves Itinerant Pavilion

Pedro Miguel Santos . Serralves Itinerant Pavilion (1)

Pedro Miguel Santos

Proposal for the Serralves Itinerant Pavilion Design Competition. 6th Place.
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A história da tenda como abrigo é tão antiga como a própria civilização. Consequentemente este elemento criou fortes e variados símbolos na memória colectiva. Esta proposta é uma exploração destes símbolos, e uma reação pragmática a um exercício complexo, na forma como utiliza uma tipologia ancestral como solução do mesmo.
A proposta resolve toda a definição de fronteira interior e exterior, através de uma membrana de fibra de vidro tensionada. Este elemento translucido ganha forma a partir de um exosqueleto de madeira lamelada e escurecida, à qual está ligado através de ferragens e cabos de aço inox. Esta envolvente é imutável para todas as variações da estrutura, desde os 200 m² até aos 600 m². Consequentemente a pegada de implantação é fixa e possui 150 m². A projecção da área é vertical, através de pisos que podem ser até quatro (600  m²), sobrepondo-se ao longo de uma cércea de 13,3 metros. Com a sua imutabilidade exterior o pavilhão permite nas suas maiores variações, implantar-se em locais onde seria impossível estender horizontalmente a sua área bruta.
Esta estrutura de grande verticalidade, é auxiliada contra as acções horizontais por um conjunto de pilares inclinados contra a fachada frontal. Com estes elementos é formada uma loggia ao longo de todo o alçado, que para além de abrigo contra os elementos e da sua função estrutural, serve de ligação do edifício à escala humana. Debaixo da loggia duas rampas acessíveis, opostas e simétricas, ligam a cota do pavimento exterior à do interior. Estas podem ser adaptadas às variadas topografias que o pavilhão pode enfrentar.
Com o exosqueleto a proposta procura libertar o espaço interior de elementos estruturais pesados, sendo as vigas transversais que sustentam os módulos de piso os únicos presentes. As vigas são sustentadas por cabos de aço que ascendem até aos elementos transversais do exosqueleto no topo da estrutura, não sendo assim necessária a presença de pilares para o apoio das mesmas. Esta leveza estrutural interior, fortalece o impacto visual das propriedades translucidas da membrana de fibra de vidro. Desta forma é também conseguida, uma uniformidade lumínica essencial para a exibição de arte.
Uma rampa acessível no sentido longitudinal da estrutura, e adjacente à fachada posterior, interliga todos os pisos possíveis. A sua extensão e qualidade lumínica (já que é iluminada homogeneamente pela membrana), tornam este um elemento reminiscente da vasta história da rampa como constituinte expositivo no programa museológico, servindo assim de área útil de exposição. 

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